sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tecnologias de Informação e Comunicação


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Tecnologia da informação e comunicação (TIC) pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata) e na educação (no processo de ensino aprendizagem, na Educação a Distância).

O desenvolvimento de hardwares e softwares garante a operacionalização da comunicação e dos processos decorrentes em meios virtuais. No entanto, foi a popularização da internet que potencializou o uso das TICs em diversos campos.
Através da internet, novos sistemas de comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Criações como o e-mail, o chat, os fóruns, a agenda de grupo online, comunidades virtuais, web cam, entre outros, revolucionaram os relacionamentos humanos.
Através do trabalho colaborativo, profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais.
Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento – aprendizagem – comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais especiais.
As TICs representam ainda um avanço na educação a distância. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores e/ou tutores tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa. Nesse sentido, a gestão do próprio conhecimento depende da infraestrutura e da vontade de cada indivíduo.
A democratização da informação, aliada a inclusão digital, pode se tornar um marco dessa civilização. Contudo, é necessário que se diferencie informação de conhecimento. Sem dúvida, vivemos na Era da Informação.

Escola e Tecnologias uma parceria possível

Escola e Tecnologias


As novas tecnologias da informação aliadas a mudanças sociais, culturais e a grande quantidade de informação disponível estão modificando o perfil dos estudantes. Ora, se muda o perfil dos estudantes, o perfil da escola também  deve mudar? E, acompanhando essas mudanças, não se torna necessária a mudança do perfil do professor? Considerando que a formação de professores não é um processo que termina ao fim do curso de graduação, entendemos que o professor precisa estar constantemente refletindo sua prática e buscando recursos para inovar e aperfeiçoar seu fazer pedagógico. Aliar o uso de tecnologia às práticas de sala de aula pode potencializar o ensino/aprendizagem, uma vez que possibilita ao aluno explorar situações novas, interagir e colaborar com os colegas, construindo o conhecimento ao invés de recebê-lo passivamente. O professor com este novo perfil, em constante formação, precisa apropriar-se destas novas tecnologia



 São muitas as formas de adquirirmos conhecimento e atualmente ele está diretamente sendo adquirido através das informações advindas das tecnologias. Não temos como ficar desconectados do que acontece no mundo às tecnologias podem ser usadas ao nosso favor, pois vivemos a era do conhecimento.
      As informações são muitas, esta nova era nos proporciona isto maior facilidade para adquirir conhecimento, o importante é saber administrarmos todas estas informações. O conhecimento precisa ser bem aplicado, pois o mesmo só passa a ter valor quando é bem investido, conhecimento atrai conhecimento e se o mesmo é investido no interesse de outros, a disposição das comunidades, com sabedoria e humildade acaba apresentando resultados positivos.

O recursos digitais no ensino

Manuel Área MOREIRA (2004), “Los médios de enseñança o materiales didáctivos.Conceptualización y tipo”. Los Médios y las Tecnologias en la Educación. Madrid.

Os recursos digitais no ensino. As novas tecnologias da comunicação (especialmente a Internet) possibilitam novas formas organizativas de armazenamento da informação e, em consequência, de acesso e manipulação da mesma por parte de professores e alunos.
Tradicionalmente os modos e materiais de ensino foram criados em formato impresso: livros de texto, de leitura, fichas, cadernos de actividades, etc. Este tipo de materiais apresentam a informação mediante códigos textuais combinados com imagens fixas. Os matérias impressos também se caracterizam por se desenvolverem numa sequência informativa da informação de tipo linear (leitura página a página até ao final). Os leitores seguem a mesma ordem ou sequencia de leitura do livro que o autor.
Por outro lado, nos documentos electrónicos, tanto em disco ou em rede, a forma de organização e tratamento da informação adopta uma sequência aleatória, não linear, sendo flexível e aberta. Esta forma de organizar a informação recebe o nome de hipertexto[1].
É um modo novo de armazenar e recuperar informação radicalmente diferente ao utilizado nos textos impressos. Em consequência as operações cognitivas implicadas em uma e outra forma de organização da informação também serão distintas. Certamente que o nosso interesse como educadores deverá dirigir-se a cultivar no aluno as duas formas básicas de organização da informação: a sequência textual e a organização hipertextual.
O hipertexto é um caso recente, se bem que antes da generalização da informática tenham existido alguns materiais impressos com certas estruturas hipertextuais (textos de ensino programado ramificado). O conceito hipertexto adquire a sua verdadeira dimensão quando se aplica em termos informáticos. A velocidade de acesso e recuperação de informação, o incremento interligações e a facilidade de saltar de umas referências para outras (navegação) com um simples toque são características quantitativas e qualitativas definitivas.
Por outro lado, um sistema multimédia pode definir-se como um dispositivo ou conjunto de dispositivos (software e hardware) que permitem integrar simultaneamente diversos formatos de informação: textual, gráfica, auditiva e icónica. A mensagem dos recursos multimédia é essencialmente visual e auditiva e emprega uma linguagem directa que integra a palavra imagem acompanhada de estímulos sonoros.
O conceito de hipermédia alude à combinação de um sistema multimédia com uma estrutura hipertextual, o que supõe poder navegar sem uma rota predeterminada ao redor de um ambiente de gráficos, imagens animadas e textos, todo ele acompanhado de som sincronizado e controlados pelo rato.
A principal característica dos materiais electrónicos é a possível digitalização de diferentes sinais ou tipos de informação facto que permitem tratar, memorizar e gerir interactivamente no mesmo suporte, texto, sons e imagens de tal modo que se codifiquem e atinjam por baixo da forma de dados numéricos um sistema binário. A digitalização está a permitir, antes de mais, a compatibilidade de diversos recursos informativos que anteriormente se contemplavam como sistemas incompatíveis (rádio, televisão, telefone, telecomunicações…) potenciando a interactividade entre todos eles.
Estes novos materiais electrónicos desenvolvem-se em novos suportes baseados em dois sistemas: os discos digitais (cd-rom, dvd) e as redes telemáticas (Internet e intranet). Os materiais digitais podem estar confinados a suporte físico informático ou difundir-se por recurso de uma rede. 1. Dos discos digitais ao material distribuído pela WWW.A criação do cd-rom no década de oitenta do século XX, significou uma importante revolução na forma de armazenamento e distribuição de grandes volumes de informação, este disco nasceu para armazenar um grande número de dados e textos mas a ele se juntaram rapidamente o áudio e as imagens fixas de modo a que se possam realizar aplicações multimédia que tratam todos os tipos de informação de modo integrado. A partir de 1987, com o desenvolvimento da tecnologia DVI foi possível a gravação de imagens em movimento de forma digital, comprimida de modos a ocupar reduzidas proporções de memória. Também foi possível integrar nos cd-rom as realizações multimédia e a memorização de sequencias de áudio visuais. A possibilidade de digitalizar imagens em movimento permite a realização da simulação de eventos reais que se podem introduzir nos programas de aprendizagem.
A interactividade que o cd-rom permite, pode ser definida como uma interactividade de selecção: o utilizador pode utilizar as informações memorizadas no cd-rom orientando-se de acordo com um projecto pessoal de utilização. Pode decidir que informações deve utilizar e em que sequência; o tempo que pode dedicar à consulta do cd-rom pois este não é o disco rígido nem está predeterminado. No primeiro caso, que se define como o sistema em árvore, o sistema convida o utilizador, através de procura visualizada pela forma de menu. A outra possibilidade de interacção com o conteúdo do cd-rom está constituída por um acesso directo à informação mediante a introdução, por parte do utilizador, de palavras-chave que levam directamente aos seus objectivos de consulta.
Os novos livros electrónicos dispõem de informações especializadas. Cada informação é memorizada num espaço especial do disco e o software de gestão tende a atribuir a cada dado um espaço na memória em que se torna fácil localizá-la. Em termos de multimédia, o cd-rom converteu-se num suporte para a realização de obras de consulta multimédia, graças à possibilidade de digitalizar imagens e sons, e pode conter diferentes tipos de informação.Por outro lado, o DVD é um disco semelhante, mas com mais capacidade para suportar informações em vídeo e aparece como um recurso de grande interesse educativo.
A Internet, fisicamente, existe em forma de uma infra-estrutura de ordenadores, linhas de telecomunicações, satélites, routers, redes locais e terminais espalhados por todo o mundo que podem interagir, pois seguem um mesmo conjunto de regras de comunicação e funcionamento. Estas regras, chamadas protocolos (TPC/IP) e materializam-se em forma de programas informáticos instalados em todos os equipamentos ligados em rede.De todas as aplicações de Internet, são as chamadas páginas WWW, o espaço de maior de difusão e potencialidade para este tipo de materiais. A criação destas páginas permite-nos publicar qualquer elemento informativo, criações pessoais de tipo artístico, cultural e educativo que por diversos motivos não poderiam ter outro tipo de difusão mais tradicional. A Internet está a alterar muitos conceitos associados com a publicidade editorial, o controlo ao nível da difusão, dos direitos de autor, conceito de obra, publico, editor, etc.Uma das características básicas dos materiais “colocados” na Internet é que são acessíveis a partir de qualquer ponto da mesma, em qualquer momento, ao nível educativo e de “forma gratuita”. Por outro lado, os materiais colocados na rede podem ser da lavra de vários autores[2]. Finalmente é de destacar a facilidade de manipulação e apropriação de certos materiais, pois os alunos já perceberam que é extremamente fácil, simplesmente através da busca de um tema é possível realizar um trabalho sem teclar uma única palavra.
Entramos na era do “copy/paste”.  
Os sítios de carácter educativo
Pode-se definir-se, num sentido amplo, uma web como educativa quando a mesma oferece informações, recursos ou materiais relacionados com o campo ou âmbito da educação. Assim podemos encontrar páginas pessoais dos professores, páginas institucionais educativas como são as das universidades ou dos ministérios, cursos a distancia, páginas de empresas dedicadas à formação.
Podemos ainda distinguir dois conceitos importantes: as páginas de carácter informativo ou formativo. No primeiro caso, a página é construída para permitir o acesso à informação, como por exemplo revistas electrónicas. No segundo caso, os de natureza formativa, é necessário determinar se foram construídos para gerar um determinado processo de ensino aprendizagem. Assim, podemos classificar o conjunto de sítios web relacionados com a educação em quatro tipos:a) As Webinstitucionais. São aqueles sítios de uma instituição ou grupo relacionados com a educação;b) As Webs de recursos e bases de dados educacionais. São de natureza informativa já que proporcionam ao utilizador dados em forma de documentos, recursos, software;c) Em torno da informação e intranets educativas. Oferecem um cenário virtual restringindo, normalmente com senha o seu acesso. Geralmente são dedicados à informação ou educação a distância;d) Materiais didácticos web. São webs de natureza didáctica pois oferecem um material desenhado e desenvolvido especificamente para ser utilizado no processo de ensino-aprendizagem.

[1] Este conceito foi criado na década de 60 por Theodor Nelson.
[2] Gostaríamos de acrescentar que actualmente pode-se definir diferentes tipos de hipertexto. Assim, Alex Primo define este contexto alargando-o com base na interacção entre os intervenientes. Assim no hipertexto potencial os caminhos e movimentos possíveis do utilizador encontram previstos e o hipertexto mantém a com sua redacção original. No hipertexto cooperativo todos os envolvidos partilham a redacção do texto comum, à medida que exercem e recebem impacto do grupo, das relações que são construídas e do próprio texto criativo em produção. Já o hipertexto colagem constitui uma actividade de escrita colectiva, mas obriga a um trabalho de administração e reunião das partes criadas em separado do que um processo de debate e invenção cooperada (nesses casos, uma pessoa ou uma pequena equipa de editores decide o que se deve publicar e trabalhar na organização e gestão das diferentes contribuições). Cfr. PRIMO, Alex Fernando Teixeira; RECUERO, Raquel da Cunha. Hipertexto Cooperativo: Uma Análise da Escrita Colectiva a partir dos Blogs e da Wikipédia. Revista da FAMECOS, n. 23, p. 54-63, Dez. 2003.    Ainda no âmbito desta análise gostaríamos de referir as contribuições, ao nível do conceito de hipertexto cooperativo, que dos blogs e das Wiki podem ter como recurso para o ensino.

O uso dos Blogs na Educação

A UTILIZAÇÃO DO BLOG NA EDUCAÇÃO

Margarida Elisa Ehrhardt Ferreira 

A informática educativa possibilita muitos caminhos para que o professor realize suas aulas de uma forma interessante, diante do mundo tecnológico em que vivemos. Dominar técnicas de informática, para assim aplicá-las á educação é um dos grandes desafios de hoje, para os profissionais da educação.
Muitos recursos são utilizados para que se obtenha êxito na aprendizagem, e um em especial que iremos tratar neste artigo oferece muitas possibilidades de desenvolvimento das potencialidades humanas : o Blog.
Qualquer recurso conta com limitações, mas aqui colocaremos algumas das vantagens e possibilidades do uso do blog nas escolas como alternativa de aprendizagem.
BLOGS

Os blogs são páginas na internet (Web), que utilizam os protocolos de transmissão de dados e contam com um servidor para armazenar as informações que apresenta e que precisam ser atualizados com freqüência.Historicamente, surgiram no final de 2001, no site Blogger.com.
Apresenta-se com uma linha de tempo para as postagens , abarcando uma infinidade de assuntos que vão desde diários , piadas, links, notícias, poesias, artigos, idéias, fotografias e tudo mais que seja possível para sua atualização.Quando “no ar” , isto é, postado na web, qualquer pessoa pode acessá-lo.
Sendo uma excelente forma de comunicação, permite que grupos e pessoas interem-se sem restrição temporal, pois o leitor pode registrar comentários acerca da exposição do blog.
BLOGS E EDUCAÇÃO
Pensando enquanto educador, como esta ferramenta valiosa pode contribuir em nossa prática pedagógica diária?
Os blogs podem:
• Apresentar várias etapas de um projeto desenvolvido na escola, na sala, em grupos ou mesmo individual;
• Criação de um jornal on line;
• Divulgação de atividades ;
• Apoio à um eixo de trabalho(ou mesmo à uma disciplina)
• Preparar para encontros educacionais ente os profissionais, ou mesmo entre estudantes;
• Divulgação de produções dos alunos em diferentes áreas de conhecimento;
• Divulgar estudos realizados pelos alunos;
• Desenvolver a curiosidade tecnológica, incentivando o aluno a busca diferentes linguagens de programação ;
• Desenvolver habilidades e competências nas diferentes áreas de conhecimento, aplicando os conteúdos estabelecidos em currículo;
• Trabalhar com imagens criadas ou registradas pelos próprios alunos, ampliando suas habilidades cognitivas na área de criação.
• Elaborar tamplates que desenvolvem além de conhecimentos, técnicas e habilidades próprias, possibilitam utilizar-se da criatividade, da ética , e de muitos outros componentes da cidadania.
• Podem elaborar animações para postar no blog, como resultados de trabalhos.
• Trazer a discussão de valores e da moral, quando na postagem de comentários, observando os limites do respeito à produção do próximo;
• Ajudar a comunidade escolar com esclarecimentos e informações elaboradas pelos próprios alunos.
• Incentivar a criação de concursos entre os alunos de suas produções;
É importante lembrar que o blog não se restringe apenas à língua portuguesa ou mesmo à matemática.Ele funciona como um recurso para todos os eixos do conhecimento , já que o conhecimento na realidade busca uma apresentação menos fragmentada. Ele pode em alguns momentos conter mais informações sobre uma determinada área, mas não se fecha para qualquer outra em nenhum momento.
Além de tantas possibilidades educativas, os blogs aproximam as pessoas, as idéias, permitem reflexões, colocações troca de experiências, amplia a aula e a visão de mundo, e oferece a todos as produções realizadas.A melhor vantagem , é que é um recurso extremamente prazeroso a que o elabora e desenvolve!
Enquanto professor, não precisa utilizar a antiga caneta vermelha para sublinhar o que estava errado, mas este pode oferecer informações sobre o “erro” do aluno e os caminhos a serem percorridos para uma melhora , se necessária , em sua construção de conhecimento.Partindo do espaço “comentários” o professor interage com o aluno mais facilmente, instigando-o a pensar e resolver soluções.Este é um grande objetivo hoje, dentro de um currículo voltado para competências como nos coloca nossos Referenciais Nacionais de Educação.
Para finalizar, o professor não pode deixar de estabelecer objetivos e critérios ao utilizar este recurso, pois a utilização a esmo não enriquece as aulas, torna-se um tempo inutilizado para a construção e a troca de conhecimentos.Ele deve deixar claro o que espera do aluno e o que pretende com a proposta de trabalho.Assim a avaliação deve ser feita pelo professor e pelos alunos.
Bom trabalho!

“Não ensine aos meninos pela força e severidade, mas leve-os por aquilo que os diverte, para que possam descobrir a inclinação de suas mentes.” (Platão. A República, VII)